quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

A escola conta a sua experiência...

O Colégio Profª Nice Públio conta a experiência de como sensibilizou seus alunos sobre o tema “Todos pela ética e cidadania: como posso contribuir para uma sociedade melhor?”

1ª aula: RECONHECENDO O QUE É ÉTICA E CIDADANIA
“Vocês sabem o que ética? O que é ser um cidadão? Como vocês podem colaborar para a construção de um mundo melhor e mais justo?” A turma foi dividida em equipes para a realização da dinâmica do STOP, distribuindo-lhes dicionário, que ao solicitar-lhes que pesquise o significado da palavra ética e cidadania, que ao encontrar deverá gritar “Stop” marcando ponto para a equipe. Em seguida, solicitou que completassem as frases: O que você faria se...
• Estivesse andando pela calçada e uma pessoa esbarrasse em você sem querer e não pedisse desculpas?
• Estivesse em casa assistindo o seu programa de TV favorito e seu irmão quisesse assistir a outro canal?
• Visse uma criança da sua escola batendo em outra menor, que não tem como se defender?
Discussão e comparação das opiniões.
2ª aula: VENDO A CIDADANIA DE FORMA POÉTICA
Iniciou a aula lendo o poema “Cidadania é quando...”, de Nílson J. Machado. Em seguida, fez-se a ilustração do texto, complementando a frase: “Cidadania é quando...” para montagem de um mural.
“...Não gasto à toa
Água tão boa
Pra se beber
[...]
...Torço bastante
Para meu time
Do coração
Ser campeão”
[...]

3ª aula: SABENDO MAIS SOBRE CIDADANIA
Promoveu uma conversa sobre cidadania, levantando a discussão sobre o respeito aos símbolos nacionais como um ato de cidadania. Hasteamento da Bandeira Nacional pela turma. Produção de um acróstico “Cidadania”.
4ª aula: CONHECENDO SEUS DIREITOS COMO CIDADÃOInicia a aula solicitando aos alunos que falassem sobre seus direitos, buscando atentá-los para seus direitos e deveres como cidadão do meio social que atua. Leitura fatiada de alguns itens da Declaração dos Direitos da Criança e ilustração de cada um. Fazer o levantamento do que é ser ético. Propôs à turma a criação de regras que estabeleçam ética.
5ª aula: APRENDENDO ATRAVÉS DE JOGOS E QUADRINHOSVisita ao laboratório de informática para acessar no site WWW.portalzinho.cgu.gov.br os jogos e quadrinhos referentes ao tema em estudo. No retorno à classe, fizeram recortes e colagem de cenas que demonstram ações éticas e não éticas para montagem de um mural.
6ª aula: TRABALHANDO COM A FAMÍLIALeitura na classe do texto “A prática da cidadania” e discussão sobre o mesmo. A professora solicita que levem o texto para ler em casa com a família e logo após, fazer com um membro da família, uma pesquisa “Você é um cidadão ético?”, marcando os treze pontos na loteria.
7ª aula: EXERCER CIDADANIA: UM DEVER DE TODOS
Elaboração e estudo de um gráfico com respostas importantes da pesquisa. Reflexão do texto “Exercer cidadania: um dever de todos”, de Nailda dos S. Bastos, aluna do 9º ano e 1ª colocada do 1º Concurso de Desenho e Redação da CGU. Apresentação do livro..... de , através da exploração das gravuras. Distribuição de papel ofício para a execução do desenho para participação do concurso.

Gincana Ecológica

Objetivos:
• Proporcionar oportunidade aos alunos de expor suas idéias em relação à importância da preservação e conservação do meio ambiente;
• Ressaltar a importância individual e coletiva na preservação do meio ambiente;
• Promover entretenimento por meio de atividades recreativas e artístico-cultural.
A gincana será organizada de forma que, cada turma será dividida em duas equipes, que se identificarão com um nome escolhido por cada uma.
Uma tabela de pontos será organizada para as tarefas das equipes.
As equipes também ganharão pontos pela organização e participação, de acordo o regulamento. Este deve ser elaborado para conhecimento prévio dos participantes.
O regulamento deve conter também, as normas sobre perdas de pontos, critérios de desempate e requisitos para a premiação.
Vencerá a equipe que tiver a melhor pontuação.
Apresentação do resultado da gincana para as todas as turmas através de um painel com fotos registradas durante as tarefas.
Sugestão de tarefa (uma ou mais em cada dia):

• Conversa para apresentação da gincana; Compartilhar objetivos e resultado final;
• Cada equipe deverá fazer um cartaz contendo uma frase e desenho alusivo ao meio ambiente, apresentá-lo e fixá-lo na parede da sala;
• Cantar uma música que retrate o meio ambiente;
• Declamar uma poesia que retrate o meio ambiente;
• Trazer cinco objetos feitos de material reciclável (sucata) e comentar a importância do reaproveitamento de materiais para a preservação da natureza;
• Confeccionar em sala objetos de sucata;
• Dramatizar um texto que aborde um ou mais problema ambiental;
• Parodiar um poema e apresentar;
• Fazer o plantio de novas plantas e preservar as já existentes em torno da escola;
• Montar um quebra-cabeça. Cada equipe receberá um envelope contendo as partes do quebra-cabeça que deverá montá-lo e explicá-lo;
• Escrever nomes de plantas que nos fornece alimentos;
• Confecção de lixeiras seletivas para salas, pátios e refeitório(pode ser utilizados garrafões de água mineral);
• Colocar dentro de uma caixa cartões contendo ordens a serem cumpridas. A cada dia as equipes retiram um e realiza o que está sendo pedido.

"Não sou meio, sou todo ambiente".

Os níveis de desenvolvimento da escrita

Os níveis de desenvolvimento da escrita, segundo Emílio Ferreiro e Ana Teberosky ( Psicogênese da Língua Escrita).

Veja como poderia ser a escrita da palavra camiseta de acordo com a hipótese:
• Pré-silábica: PBVAYO (na fase em que o aluno adota simplesmente o critério de que, para escrever é preciso uma quantidade de letras (no mínimo três) diferentes entre si, a hipótese é considerada pré-silábica).
• Silábica sem valor sonoro: ERFE (quando passa a registrar uma letra para cada emissão sonora, ela está no nível silábico – inicialmente sem valor sonoro e depois com a correspondência sonora nas vogais e/ou nas consoantes.
• Silábica com valor sonoro: KIZT
• Silábico-alfabético: KMIZTA (na hipótese silábico-alfabética, as escritas incluem sílabas representadas com uma única letra e outras com mais de uma letra).
• Alfabética: CAMIZETA (finalmente, quando começa a representar cada fonema com uma letra, considerando-se que ele compreende o princípio alfabético de nossa escrita. No entanto, mesmo nessa fase, os alunos ainda apresentam erros de ortografia, que precisa ser trabalhado).
Fonte: Nova Escola, n° 204, agosto 2007.

Tecnologia Assistiva – TA

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº. 9 394/96), artigo 27 garante a observância das condições de escolaridade individual nos currículos dos estabelecimentos de ensino (inc. II). Cunha (1997, p. 38) ilustra esse aspecto em sua análise da Lei ao afirmar que “programas padronizados, que ignoram as diferenças, devem dar lugar a nova metodologia que leve em conta as condições sócio-econômicas e culturais do aluno”. Cabe aqui enfatizar a importância da ampliação desse pressuposto de forma a atender as deficiências físicas, mentais, auditivas e visuais do aluno.
Com a expansão das TICs nos espaços de aprendizagem, certamente, superou a mera reprodução e transmissão de conhecimentos, intervindo assim no velho e conhecido modelo de ensino, onde as pessoas com necessidades educativas especiais- PNNEs- encontravam-se impossibilitadas de estarem incluídas nos espaços digitais e sociais. auxiliando-os em seu processo de desenvolvimento e formação.
Hoje, ao falar de Tecnologia Assistiva como a “resolução de problemas funcionais”, acredita-se ser as alternativas possíveis para que as pessoas com algum tipo de deficiência possam vencer as barreiras que as impedem
de estar incluído em todos os espaços sociais. Cabe ao espaço escolar estar estruturado de forma que a tecnologia assistiva (TA) e as ajudas técnicas possam promover a inclusão desses alunos em todo contexto da educação brasileira. Portanto, “o espaço escolar deve ser estruturado como aquele que oferece também as ajudas técnicas e os serviços de tecnologia assistiva”. (Brasil, 2006, p. 19)
Neste sentido, sugerimos a reflexão sobre alguns aspectos, também abordados por Montoya (1997), os quais poderão nos orientar com mais segurança, nas escolhas mais apropriadas ao usuário, numa perspectiva holística do ser:

• Com que finalidade podemos utilizar este dispositivo ou programa?
• Qual a sua função na melhora das capacidades comunicativas do indivíduo?
• Como apoiar a exteriorização ou expressão dos seus pensamentos?
• Torna-se útil em diferentes áreas: educacional, lazer, trabalho?
• Pode ser utilizado com os programas convencionais (no caso dos dispositivos) do mercado?
Não há dúvidas de que para realizar-se a reflexão sugerida é imprescindível que estejamos devidamente apropriados do conhecimento sobre os recursos informáticos disponíveis para as PNEEs ou, bem assessorados por especialistas e profissionais capacitados a uma orientação mais adequada.
Sabemos que através dos computadores é possível a disponibilização de programas, rede, internet, ferramentas que por si só não garantem, mas a partir de uma boa estrutura que possam favorecer a interação dessas pessoas com deficiência aos ambientes virtuais.
São tantos os recursos computacionais da TA, como pode-se ver na palestra de Creice Barth, contudo só serão fortes ferramentas se esses, envolver o aluno com deficiência ativamente, desfiando-o a experimentar e conhecer, permitindo-lhe que construa individual e coletivamente novos conhecimentos, seja no âmbito escolar, familiar e social.

>> Entrevistas / Palestras

Carlos Roberto Jamil Cury

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Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação e Coordenador da Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Foi um dos elaboradores das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica e autor do Parecer 4/2002, que trata da Educação Inclusiva.


ENTREVISTA

>> O que significa inclusão?

JC>> Eu só posso falar em inclusão se considerar o seu oposto, que é a exclusão. É preciso perguntar quem é excluído e do que é excluído - afinal, às vezes é bom ser excluído de algumas coisas, como da doença ou da miséria. No caso da Educação, que obviamente é uma coisa boa, é bom que se inclua. Trata-se de incluir todos dentro de um espaço considerado imprescindível para o desenvolvimento pessoal e da cidadania.

>> Gostaria que o senhor descrevesse brevemente a evolução da Educação Inclusiva no Brasil e no mundo.
JC>> A questão da deficiência nem sempre foi tratada no mundo como é hoje. Ela já percorreu caminhos bastante rudes, bárbaros até. Sabemos de comunidades primitivas e modernas que praticaram a chamada limpeza étnica, em que matavam crianças que nascessem com determinados defeitos. Foi só no final do século XIX que a forma de ver o deficiente começou a mudar, quando os trabalhos de Freud mostraram que todos nós temos limitações e quando a Biologia trouxe conclusões similares, afirmando que todos nós temos necessidades e deficiências, apesar de umas serem mais visíveis do que outras. As duas guerras mundiais, quando um enorme número de pessoas que, então sadias, voltaram para casa com algum tipo de mutilação, também contribuíram para aumentar a consciência de que os portadores de necessidades especiais são titulares de direitos como quaisquer outros.

Hoje, considero que estamos vivendo um momento de transição de uma cultura discriminatória com relação ao diferente para uma cultura de inclusão, em que o diferente é aceito não por ser diverso, mas porque o diverso enriquece. É esse o grande desafio atual: construir uma nova cultura de inclusão, na qual o acolhimento da diferença se faça no reconhecimento do outro como igual, como parceiro, como par. Na Educação, isso implica a consciência de que, desde o ato educativo mais simples da pré-escola, é preciso garantir aos portadores de necessidades educacionais especiais um lugar garantido nas salas comuns das classes comuns.


>> Quais os obstáculos que teremos de superar para construir essa nova cultura nas nossas escolas?
JC>> A criação de uma nova cultura é um processo lento, que inclui uma série de desafios. Um deles diz respeito às mudanças físicas e estruturais, que são necessárias para permitir a inserção de alunos com necessidades especiais nas salas e escolas regulares. Outra questão é sensibilizar as crianças dessas escolas para a questão da inclusão. Um menino que é manco, cego ou tem algum outro tipo de deficiência, pode ser objeto de chacota ou discriminação pelos colegas. O terceiro desafio, e o mais importante deles, refere-se à qualificação dos professores. Não adianta você colocar um surdo numa sala onde o professor, por mais boa vontade que tenha, não está preparado para dominar a linguagem de sinais. E ainda são raros os que estão. Temos que pensar numa preparação consciente, conseqüente, e rápida ao mesmo tempo, dos educadores.

>> Como o professor pode obter esse preparo?
JC>> Isso deveria ser uma tarefa das escolas de Educação. A Universidade tem por obrigação dominar o que existe de mais avançado sobre esse assunto e, com isso, criar uma geração de professores preparados. Além disso, as Secretarias Estaduais e o MEC têm a obrigação de propiciar aos professores que já estão em exercício uma atualização. Trata-se de um trabalho sofisticado, difícil, mas muito estimulante e desafiador.


>> Quais os instrumentos legais que existem hoje no país voltados à Educação Inclusiva?

JC>> Citarei os mais importantes. O primeiro é a Constituição Federal, artigo 208, inciso terceiro, que postula que crianças com necessidades especiais sejam atendidas preferencialmente por escolas regulares. Depois, temos a Lei de Diretrizes e Bases, que tipifica melhor o princípio genérico da Constituição, o Plano Nacional de Educação e a Declaração da Guatemala (aprovado em 2001, o texto da "Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência", cujas recomendações se tornaram lei de caráter nacional no Brasil. Temos, ainda, a interpretação a esses quatro instrumentos legais de grande porte dada pelo Conselho Nacional de Educação através de dois Pareceres - o 17/2001 e o 4/2002 - e de uma Resolução - a 2/2001. São estes últimos que chegam mais próximos das escolas, já que traduzem os quatro grandes equipamentos legais.

>> Qual a vantagem da Educação Inclusiva em relação à Educação em salas ou escolas especiais?
JC>> A riqueza da diversidade. Eu tive uma parente com Síndrome de Down. Ela era o pivô da família em termos de afetividade, de sensibilidade, de emotividade, de memória. Com a diversidade, um grupo ganha novos valores. Há um jogo, que ainda não sabemos fazer muito bem, mas temos de aprender, que é conviver com a diferença. Mais do que tolerar, que é muito pouco, ele implica a aceitação do diferente como algo que agrega.

>> Quais os efeitos negativos que podem existir quando um aluno com necessidades especiais é incluído numa sala de aula regular sem ser efetivamente integrado?JC>> O risco que existe aí é termos uma exclusão sofisticada com capa de inclusão. Isso significaria legitimar a exclusão camuflando-a atrás do conceito de inclusão. Dessa forma, exclui-se duplamente, somando à exclusão uma versão mais sofisticada dela mesma.


>> Alunos com deficiência severa devem ser incluídos em salas regulares?JC>> Como disse há pouco, a Constituição fala que as crianças com necessidades educacionais especiais devem ser atendidos preferencialmente nas escolas regulares. A palavra preferencialmente está aí exatamente porque considera os casos de portadores de síndromes múltiplas e profundas. Nestes casos, há a possibilidade de haver o que eu chamo de "momentos especiais", em salas especiais, e Escolas Especiais para um atendimento mais cuidadoso para aqueles que requerem atenção mais específica. Meu filho teve dificuldades em Matemática e teve de fazer uma recuperação paralela. Eu não me senti ofendido porque a escola propiciou a ele um "momento especial" de recuperação separado dos colegas. Esse momento de recuperação serve para colocá-lo em pé de igualdade com os outros, não para mantê-lo na diferença. O mesmo acontece com os portadores de alguma deficiência. Quando houver uma situação evidente que justifique um momento de separação, ele deve ser feito sim, com todos os cuidados. Mas deverá ser visto sempre como algo complementar, e não como uma situação permanente.

>> O senhor poderia dar algumas sugestões para professores, diretores e pais de como avançar no processo de inclusão?
JC>> A primeira dica que eu considero fundamental é que os professores, sentindo dificuldade para lidar com alunos com necessidades especiais, organizem-se para demandar às autoridades competentes - aos Conselhos e Secretarias Municipais e Estaduais - iniciativas para suprir a lacuna formativa que tiveram. Em segundo lugar, aconselho que os colegiados estreitem os laços com as famílias, a fim de que elas, que têm todo o interesse numa inclusão, participem do processo. Quanto aos pais, que antes ficavam muito constrangidos porque não havia um equipamento jurídico que os apoiasse, sugiro que, como os professores, reúnam seus esforços e ajam coletivamente para fazer suas reivindicações. Agora uma sugestão às Secretarias: existem hoje muitos filmes que tratam dessa temática, de forma mais ampla ou mais específica. Poderia ser interessante fazer uma lista desses filmes e sugerir, com base neles, atividades extra-escolares para despertar a sensibilização.