Autoavaliação: COMO ME SINTO EM RELAÇÃO À EQUIPE.
Aos tópicos a seguir listados, atribua grau 1, 2, 3 ou 4 considerando:
•1 – nunca
•2 – raramente
•3 – algumas vezes
•4 – frequentemente
1.Sou ouvido e respondido ( )
2.Sou comprometido com as decisões. ( )
3.Percebo hostilidade entre as pessoas. ( )
4.Tenho oportunidade de aprender sobre minha própria pessoa (autoconhecimento). ( )
5.Percebo disputa pela liderança. ( )
6.Tenho oportunidade de desenvolver características pessoais necessárias a um trabalho coletivo. ( )
7.Tenho oportunidade de aprender sobre outras pessoas. ( )
8.Confio nos membros da equipe. ( )
9.Sinto-me indiferente no trabalho que está sendo realizado. ( )
10.Odeio as informações porque são incompletas. ( )
11.Percebo as “panelinhas” que são formadas. ( )
12.Vejo que os mal-entendidos são postos debaixo dos tapetes. ( )
13.Aceito as diferenças pessoais e aprendo com elas. ( )
14.Detesto ouvir bobagens. ( )
15.Sei ouvir. ( )
16.Sinto que minhas opiniões não são levadas a sério. ( )
17.Sei falar. ( )
18.Sinto-me satisfeito. ( )
19.Percebo que ninguém sabe o papel que lhe cabe. ( )
20.Sinto-me desmotivado. ( )
a)Some os pontos das afirmativas 1, 2, 4, 6, 7, 8, 13, 15, 17, 18 e divida o total por 10.
b)Some os pontos das afirmativas 3, 5, 9, 10, 11, 12, 14, 16, 19, 20 e divida o total por 10.
•Se no primeiro grupo (a) você obteve entre 3 e 4, pode se considerar membro de um equipe.
•Se no segundo grupo (b) você obteve entre 3 e 4, pergunto-lhe: onde está a equipe?
quarta-feira, 17 de março de 2010
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Dra Sônia Maria Santos
... Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais
nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto,não numa
manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica
que vincula linguagem e realidade.
(Paulo Freire)
Durante muito tempo, pensava-se que ser alfabetizado era conhecer o código linguístico, ou seja, conhecer as letras do alfabeto. Atualmente, sabe-se que, embora seja necessário, o conhecimento das letras não é suficiente para ser competente no uso da língua escrita. A língua não é um mero código para comunicação. A linguagem é um fenômeno social, estruturado de forma dinâmica e coletiva e, portanto, a escrita também deve ser vista do ponto de vista cultural e social. Para dar conta desse processo de inserção numa cultura letrada, tal como a atual, utiliza-se atualmente a palavra letramento.
A alfabetização (ou o conhecimento das letras) é apenas um meio para o letramento (uso social da leitura e da escrita). Para formar cidadãos participativos, é preciso levar em consideração a noção de letramento e não de alfabetização. Letrar significa inserir a criança no mundo letrado, trabalhando com os diferentes usos de escrita na sociedade. Essa inserção começa muito antes da alfabetização propriamente dita, quando a criança começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no seu mundo social: os pais leem para ela, a mãe faz anotações, os rótulos indicam os produtos, as marcas ressaltam nas prateleiras dos supermercados e na despensa em casa.
O letramento é cultural, por isso muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento adquirido incidentalmente no dia-a-dia. A escola deve continuar o desenvolvimento das crianças nesse processo, evitando as práticas que tornam a criança alfabetizada, com conhecimento do código, mas incapaz de compreender o sentido dos textos. O professor deve tomar alguns cuidados para envolver o aluno no processo de construção da escrita, tais como:
• Criar um ambiente letrado, em que à leitura e a escrita estejam presentes mesmo antes que a criança saiba ler e escrever convencionalmente.
• Considerar o conhecimento prévio das crianças, pois, embora pequenas, elas levam para a escola o conhecimento que advém da vida.
• Participar com as crianças de práticas de letramento, ou seja, ler e escrever com função social.
• Utilizar textos significativos, pois é mais interessante interagir com a escrita que possui um sentido, constitui um desafio e dá prazer.
• Utilizar textos reais, que circulam na sociedade.
• Utilizar a leitura e a escrita como forma de interação, por exemplo, para informar, convencer, solicitar ou emocionar.
Quando se considera a importância do letramento, ficam de lado os exercícios mecânicos e repetitivos, baseados em palavras e frases descontextualizadas. O enfoque está no aluno que constrói seu conhecimento sobre a língua escrita e não no professor que ensina. Na escola, a criança deve prosseguir a construção do conhecimento iniciada em casa e interagir constantemente com os usos sociais da escrita. O importante não é simplesmente codificar e decodificar, mas ler e escrever textos significativos.
Enquanto a alfabetização se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo, ou grupo de indivíduos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade. Os estudos sobre o letramento, desse modo, não se restringem somente àquelas pessoas que adquiriram a escrita, isto é, aos alfabetizados. Buscam investigar também as consequências da ausência da escrita a nível individual, mas sempre remetendo ao social mais amplo, isto é, procurando, entre outras coisas, ver quais características da estrutura social têm relação com os fatos postos.
A ausência tanto quanto a presença da escrita em uma sociedade são fatores importantes que atuam ao mesmo tempo como causa e consequência de transformações sociais, culturais e psicológicas às vezes radicais.
Para Vygotsky (1984), o letramento representa o coroamento de um processo histórico de transformação e diferenciação no uso de instrumentos mediadores. Representa também a causa da elaboração de formas mais sofisticadas do comportamento humano que são os chamados “processos mentais superiores”, tais como: raciocínio abstrato, memória ativa, resolução de problemas etc. Em termos sociais mais amplos, o letramento é apontado como sendo produto do desenvolvimento do comércio, da diversificação dos meios de produção e da complexidade crescente da agricultura. Ao mesmo tempo, dentro de uma visão dialética, torna-se uma causa de transformações históricas profundas, como o aparecimento da máquina a vapor, da imprensa, do telescópio, e da sociedade industrial como um todo.
Vivemos inseridos num mundo diferente daquele de vinte, trinta anos atrás. Nossa sociedade está cada vez mais globalizada, mais complexa, exigindo um aprimoramento constante, criando novas necessidades.
Há alguns anos, as pessoas eram classificadas em alfabetizadas ou analfabetas, pela condição de saber, ou não, escrever o próprio nome - condição para que se pudesse votar e escolher os governantes.
Na década de oitenta, surgiu o termo “analfabetismo funcional” para designar as pessoas que, sabendo escrever o próprio nome e identificar letras, não sabiam fazer uso da leitura e da escrita no seu cotidiano. A medida era o tempo de permanência nas escolas, com menos de quatro anos considera-se que o indivíduo não tenha se apoderado da leitura e da escrita, sendo, portanto, analfabeto funcional.
Mas observou-se que, mesmo dentre os que permaneciam por mais tempo nas escolas, alguns não eram capazes de interagir e se apropriar da leitura e escrita. Criou-se então, o termo letramento, para designar esta nova condição.
Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; já o indivíduo letrado, o indivíduo que vive em estado de letramento, é não só aquele que sabe ler e escrever, mas aquele que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e a escrita, responde adequadamente às demandas sociais de leitura e de escrita (SOARES, 1998, p. 22).
Surge então, a necessidade de as escolas repensarem o seu papel social. Não apenas alfabetizar. Não apenas fazer com que o indivíduo permaneça na escola por mais tempo. Mas dar qualidade a esse tempo de permanência nas escolas. Ou seja, letrar os seus alunos. Pois o letramento possibilita que o indivíduo modifique as suas condições iniciais, sob os aspectos: social, cultural, cognitivo e até mesmo o econômico.
QUESTÕES PARA REFLEXÃO:
Se o professor valoriza o letramento, que atividades de leitura e de escrita serão
desenvolvidas na sala de aula?
Como deve ser o ambiente de uma sala de primeira série do ensino fundamental?
Quais mudanças sociais e discursivas ocorrem em uma sociedade quando ela se torna
letrada?
Grupos sociais não-alfabetizados que vivem em uma sociedade letrada podem ser
caracterizados do mesmo modo que aqueles que vivem em sociedades “iletradas”?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo. 41ª ed.Cortez. 2001.
SOARES, Magda B. Letramento, um tema em três gêneros, Belo Horizonte, Ed. Autêntica, 1998.
TFOUNI, Leda Verdiani. Letramento e Alfabetização. São Paulo, Cortez, 1995, p.20 –22.
Dra Sônia Maria Santos
... Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais
nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto,não numa
manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica
que vincula linguagem e realidade.
(Paulo Freire)
Durante muito tempo, pensava-se que ser alfabetizado era conhecer o código linguístico, ou seja, conhecer as letras do alfabeto. Atualmente, sabe-se que, embora seja necessário, o conhecimento das letras não é suficiente para ser competente no uso da língua escrita. A língua não é um mero código para comunicação. A linguagem é um fenômeno social, estruturado de forma dinâmica e coletiva e, portanto, a escrita também deve ser vista do ponto de vista cultural e social. Para dar conta desse processo de inserção numa cultura letrada, tal como a atual, utiliza-se atualmente a palavra letramento.
A alfabetização (ou o conhecimento das letras) é apenas um meio para o letramento (uso social da leitura e da escrita). Para formar cidadãos participativos, é preciso levar em consideração a noção de letramento e não de alfabetização. Letrar significa inserir a criança no mundo letrado, trabalhando com os diferentes usos de escrita na sociedade. Essa inserção começa muito antes da alfabetização propriamente dita, quando a criança começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no seu mundo social: os pais leem para ela, a mãe faz anotações, os rótulos indicam os produtos, as marcas ressaltam nas prateleiras dos supermercados e na despensa em casa.
O letramento é cultural, por isso muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento adquirido incidentalmente no dia-a-dia. A escola deve continuar o desenvolvimento das crianças nesse processo, evitando as práticas que tornam a criança alfabetizada, com conhecimento do código, mas incapaz de compreender o sentido dos textos. O professor deve tomar alguns cuidados para envolver o aluno no processo de construção da escrita, tais como:
• Criar um ambiente letrado, em que à leitura e a escrita estejam presentes mesmo antes que a criança saiba ler e escrever convencionalmente.
• Considerar o conhecimento prévio das crianças, pois, embora pequenas, elas levam para a escola o conhecimento que advém da vida.
• Participar com as crianças de práticas de letramento, ou seja, ler e escrever com função social.
• Utilizar textos significativos, pois é mais interessante interagir com a escrita que possui um sentido, constitui um desafio e dá prazer.
• Utilizar textos reais, que circulam na sociedade.
• Utilizar a leitura e a escrita como forma de interação, por exemplo, para informar, convencer, solicitar ou emocionar.
Quando se considera a importância do letramento, ficam de lado os exercícios mecânicos e repetitivos, baseados em palavras e frases descontextualizadas. O enfoque está no aluno que constrói seu conhecimento sobre a língua escrita e não no professor que ensina. Na escola, a criança deve prosseguir a construção do conhecimento iniciada em casa e interagir constantemente com os usos sociais da escrita. O importante não é simplesmente codificar e decodificar, mas ler e escrever textos significativos.
Enquanto a alfabetização se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo, ou grupo de indivíduos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade. Os estudos sobre o letramento, desse modo, não se restringem somente àquelas pessoas que adquiriram a escrita, isto é, aos alfabetizados. Buscam investigar também as consequências da ausência da escrita a nível individual, mas sempre remetendo ao social mais amplo, isto é, procurando, entre outras coisas, ver quais características da estrutura social têm relação com os fatos postos.
A ausência tanto quanto a presença da escrita em uma sociedade são fatores importantes que atuam ao mesmo tempo como causa e consequência de transformações sociais, culturais e psicológicas às vezes radicais.
Para Vygotsky (1984), o letramento representa o coroamento de um processo histórico de transformação e diferenciação no uso de instrumentos mediadores. Representa também a causa da elaboração de formas mais sofisticadas do comportamento humano que são os chamados “processos mentais superiores”, tais como: raciocínio abstrato, memória ativa, resolução de problemas etc. Em termos sociais mais amplos, o letramento é apontado como sendo produto do desenvolvimento do comércio, da diversificação dos meios de produção e da complexidade crescente da agricultura. Ao mesmo tempo, dentro de uma visão dialética, torna-se uma causa de transformações históricas profundas, como o aparecimento da máquina a vapor, da imprensa, do telescópio, e da sociedade industrial como um todo.
Vivemos inseridos num mundo diferente daquele de vinte, trinta anos atrás. Nossa sociedade está cada vez mais globalizada, mais complexa, exigindo um aprimoramento constante, criando novas necessidades.
Há alguns anos, as pessoas eram classificadas em alfabetizadas ou analfabetas, pela condição de saber, ou não, escrever o próprio nome - condição para que se pudesse votar e escolher os governantes.
Na década de oitenta, surgiu o termo “analfabetismo funcional” para designar as pessoas que, sabendo escrever o próprio nome e identificar letras, não sabiam fazer uso da leitura e da escrita no seu cotidiano. A medida era o tempo de permanência nas escolas, com menos de quatro anos considera-se que o indivíduo não tenha se apoderado da leitura e da escrita, sendo, portanto, analfabeto funcional.
Mas observou-se que, mesmo dentre os que permaneciam por mais tempo nas escolas, alguns não eram capazes de interagir e se apropriar da leitura e escrita. Criou-se então, o termo letramento, para designar esta nova condição.
Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; já o indivíduo letrado, o indivíduo que vive em estado de letramento, é não só aquele que sabe ler e escrever, mas aquele que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e a escrita, responde adequadamente às demandas sociais de leitura e de escrita (SOARES, 1998, p. 22).
Surge então, a necessidade de as escolas repensarem o seu papel social. Não apenas alfabetizar. Não apenas fazer com que o indivíduo permaneça na escola por mais tempo. Mas dar qualidade a esse tempo de permanência nas escolas. Ou seja, letrar os seus alunos. Pois o letramento possibilita que o indivíduo modifique as suas condições iniciais, sob os aspectos: social, cultural, cognitivo e até mesmo o econômico.
QUESTÕES PARA REFLEXÃO:
Se o professor valoriza o letramento, que atividades de leitura e de escrita serão
desenvolvidas na sala de aula?
Como deve ser o ambiente de uma sala de primeira série do ensino fundamental?
Quais mudanças sociais e discursivas ocorrem em uma sociedade quando ela se torna
letrada?
Grupos sociais não-alfabetizados que vivem em uma sociedade letrada podem ser
caracterizados do mesmo modo que aqueles que vivem em sociedades “iletradas”?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo. 41ª ed.Cortez. 2001.
SOARES, Magda B. Letramento, um tema em três gêneros, Belo Horizonte, Ed. Autêntica, 1998.
TFOUNI, Leda Verdiani. Letramento e Alfabetização. São Paulo, Cortez, 1995, p.20 –22.
Lições & Metáforas
1.A lição de Alice
Leia antes o texto é de Lewis Carroll, novelista inglês, autor de dois livros clássicos contendo as histórias de Alice.
Um dia, Alice chegou em uma encruzilhada na estrada e viu um árvore.
- Que estrada eu tomo agora? – perguntou.
O gato respondeu, perguntando:
- Para onde você quer ir?
- Não sei – respondeu Alice.
- Então – disse o gato – não faz diferença.
JOGO RÁPIDO
O que você aprendeu com Alice?
2.A lição do jardineiro
Autor desconhecido (Adaptação)
Nos Estados Unidos, a maioria das residências de classe média alta tem por tradição um belíssimo gramado na frente, e diversos jardineiros para fazer a manutenção. Um dia, um executivo de marketing de uma grande empresa contratou um desses jardineiros.
Chegando em casa, o executivo viu que era um garoto de apenas 15 ou 16 anos, mas como já estava contratado, pediu para que o garoto executasse o serviço. Quando já havia terminado, o garoto solicitou ao executivo permissão para utilizar o telefone, no que foi prontamente atendido.
- A senhora está precisando de um jardineiro?
- Não. Eu já tenho um. – foi a resposta.
- Mas, além de aparar a grama, eu também tiro o lixo.
- Isso o meu jardineiro também faz. – disse a voz do outro lado.
- Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço – disse ele.
- Mas o meu jardineiro também o faz. – insistia a senhora.
Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.
- Bom, mas o meu jardineiro também me atende prontamente.
- O meu preço é um dos melhores.
- Não, muito obrigado! O preço do meu jardineiro é muito bom.
Desligando o telefone, o executivo lhe disse:
- Meu rapaz, você perdeu um cliente.
- Nada disso – respondeu o garoto, com um leve sorriso. - Eu sou o jardineiro dela. Eu apenas estava medindo o quanto ela estava satisfeita. Duas vezes por ano, eu faço isso.
JOGO RÁPIDO
O que você aprendeu com o jardineiro?
3. A lição da costureira
Uma cliente atende a ligação de sua costureira, que está lhe pedindo para dar uma passadinha no ateliê e tirar as medidas para um novo vestido. Diz:
- Zélia, não vai dar. Tenho pressa desse vestido, mas estou sem a mínima condição de passar aí.
- Mas como vou fazer um vestido sem tirar as medidas? – responde a costureira.
- Pode usar as medidas que você tirou para o último vestido. Ainda não tem um ano. – negocia a cliente.
- Isso eu não posso fazer, D. Márcia – volta a costureira.
- O que foi, Zélia? Você não confia nas suas medidas? – insiste a cliente.
- Nelas eu acredito. Eu não confio é no seu corpo.
JOGO RÁPIDO
O que você aprendeu com a costureira?
Leia antes o texto é de Lewis Carroll, novelista inglês, autor de dois livros clássicos contendo as histórias de Alice.
Um dia, Alice chegou em uma encruzilhada na estrada e viu um árvore.
- Que estrada eu tomo agora? – perguntou.
O gato respondeu, perguntando:
- Para onde você quer ir?
- Não sei – respondeu Alice.
- Então – disse o gato – não faz diferença.
JOGO RÁPIDO
O que você aprendeu com Alice?
2.A lição do jardineiro
Autor desconhecido (Adaptação)
Nos Estados Unidos, a maioria das residências de classe média alta tem por tradição um belíssimo gramado na frente, e diversos jardineiros para fazer a manutenção. Um dia, um executivo de marketing de uma grande empresa contratou um desses jardineiros.
Chegando em casa, o executivo viu que era um garoto de apenas 15 ou 16 anos, mas como já estava contratado, pediu para que o garoto executasse o serviço. Quando já havia terminado, o garoto solicitou ao executivo permissão para utilizar o telefone, no que foi prontamente atendido.
- A senhora está precisando de um jardineiro?
- Não. Eu já tenho um. – foi a resposta.
- Mas, além de aparar a grama, eu também tiro o lixo.
- Isso o meu jardineiro também faz. – disse a voz do outro lado.
- Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço – disse ele.
- Mas o meu jardineiro também o faz. – insistia a senhora.
Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.
- Bom, mas o meu jardineiro também me atende prontamente.
- O meu preço é um dos melhores.
- Não, muito obrigado! O preço do meu jardineiro é muito bom.
Desligando o telefone, o executivo lhe disse:
- Meu rapaz, você perdeu um cliente.
- Nada disso – respondeu o garoto, com um leve sorriso. - Eu sou o jardineiro dela. Eu apenas estava medindo o quanto ela estava satisfeita. Duas vezes por ano, eu faço isso.
JOGO RÁPIDO
O que você aprendeu com o jardineiro?
3. A lição da costureira
Uma cliente atende a ligação de sua costureira, que está lhe pedindo para dar uma passadinha no ateliê e tirar as medidas para um novo vestido. Diz:
- Zélia, não vai dar. Tenho pressa desse vestido, mas estou sem a mínima condição de passar aí.
- Mas como vou fazer um vestido sem tirar as medidas? – responde a costureira.
- Pode usar as medidas que você tirou para o último vestido. Ainda não tem um ano. – negocia a cliente.
- Isso eu não posso fazer, D. Márcia – volta a costureira.
- O que foi, Zélia? Você não confia nas suas medidas? – insiste a cliente.
- Nelas eu acredito. Eu não confio é no seu corpo.
JOGO RÁPIDO
O que você aprendeu com a costureira?
Para refletir!
VOCÊ pode...
Mostrar a direção,
auxiliar a arrumar o fardo,
mas não caminhar pelo outro.
Mostrar a direção,
auxiliar a arrumar o fardo,
mas não caminhar pelo outro.
Projeto de Leitura "Interdisciplinaridade em Ação"
I – APRESENTAÇÃO
“Semeia um pensamento e colherás um desejo;
Semeia um desejo e colherás a ação;
Semeia a ação e colherás um hábito;
Semeia o hábito e colherás o caráter”.
Tihamer Toth
O espaço escolar como meio transformador e mediador de conhecimentos, de habilidades e competências, deve se apropriar do seu papel estimulador de leitor e escritor, priorizando a sensibilidade e a imaginação literária, buscando nos diversos textos a expansão dos sentimentos mais nobres e profundos.
O ato de ler é uma atividade complexa que acima de tudo significa refletir, opinar, discutir, compreender, posicionar-se... Enfim, não está em pauta apenas a simples decodificação, mas a apreensão de informações explícitas e implícitas nos textos como construção de conhecimento em diferentes níveis de compreensão, análise e interpretação.
Pensando assim, é que se propõe através do projeto de leitura “Interdisciplinaridade em Ação”, um trabalho conjunto de leitura entre professores, alunos, direção e coordenação pedagógica do Colégio Profª Nice Públio da Silva Leite, oportunizando assim que os alunos vivenciem, de forma dinâmica e prazerosa, as diversas possibilidades de leitura com foco em diferentes gêneros textuais, intensificando o gosto e o interesse pela mesma, além de proporcionar a interdisciplinaridade com as diversas áreas do conhecimento.
Por fim, cabe ainda lembrar que o ato da leitura deve voltar-se para a proposição de que “ser competente no uso da língua significa saber interagir, por meio de textos, em qualquer situação de comunicação” (MEC 1997, p. 53). Assim, o ensino da língua exerce a sua função social, a de ingressar o indivíduo no mundo letrado, construindo seu processo de cidadania e participar da sociedade como ser participante e atuante.
Encontra-se neste projeto ações sistematizadas para a prática pedagógica, cabendo ao professor fazer as modificações necessárias conforme sua criatividade e o nível dos alunos.
II - JUSTIFICATIVA
A escola tem buscado, a cada dia, desempenhar o seu real papel na sociedade, que é de formar cidadãos críticos, conscientes e participativos para enfrentar as dificuldades encontradas no seu cotidiano. Nesse sentido, busca-se desenvolver no educando a capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura e da escrita.
Segundo Monteiro Lobato, “quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê”, portanto, a necessidade da leitura é imprescindível, pois lê-se para viver melhor, para se informar, para inserir na sociedade e se constituir em um leitor eficiente.
Atualmente vive-se a problemática da baixa qualidade no desempenho dos alunos em relação à leitura. Daí uma questão fundamental para que o ensino leve o educando a compreender o texto escrito e, consequentemente, a língua nas suas diversidades buscando nas poesias, nos contos de fadas, ou seja, em diversos gêneros textuais, uma forma prazerosa de despertar o gosto e o prazer pela leitura, uma vez que “é nessa ‘viagem’ de possibilidades que a garotada exercita os tais comportamentos de leitores e escritores” (MOÇO, 2009, p. 52).
No intuito de se tornar as atividades pedagógicas mais significativas para os educandos da Educação Infantil a 4ª série do Ensino Fundamental do Colégio Profª Nice Públio da Silva Leite é que se faz necessário, através da execução deste projeto, propiciar condições para que cada um desenvolva a sua sensibilidade e sua capacidade de ler e produzir textos com criatividade, inserindo-se no mundo da leitura e da escrita, sendo a escola a grande responsável por essa inserção, promovendo assim, a sua participação na sociedade.
Para tanto, este projeto propõe uma metodologia dinâmica, enriquecida, não apenas de conhecimentos programáticos, mas de habilidades e atitudes que deem ao educando formação e informação necessárias às exigências do dia-a-dia. Pois, não se pode mais conceber a fragmentação dos conteúdos isoladamente, mas sim, trabalhar com o conhecimento globalizado e contextualizado enfocado na interdisciplinaridade.
III - OBJETIVOS
Objetivo Geral:
Ampliar e promover atividades que estimulem o hábito e o gosto pela leitura, além do compromisso com o ato de ler, escrever e compreender diferentes tipos de texto.
Objetivos Específicos:
• Desenvolver uma integração entre a Língua Portuguesa e as demais disciplinas;
• Ler e interpretar diversos gêneros textuais;
• Identificar personagens e mensagens principais dos textos;
• Integrar com a diversidade de textos e perceber a utilização de cada um;
• Facilitar a compreensão de fatos históricos;
• Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento;
• Exercitar sua imaginação e fantasia através da leitura de poesias e contos;
• Estimular o senso crítico, a percepção auditiva e a memória musical;
• Expressar-se com ritmo e entonação adequados;
• Produzir textos verbais e não verbais com desenvoltura e sequência lógica.
IV - PROPOSTA METODOLÓGICA
Como ponto de partida para a execução deste projeto, sugere os seguintes passos:
Iniciar com uma sondagem sobre o conhecimento do aluno relacionado aos contos, às poesias, às músicas, às imagens e outras tipologias textuais;
Através de uma conversa informal, questionar o tipo de leitura de que os alunos mais gostam, falando da importância da leitura;
Realizar diferentes dinâmicas para leitura de textos das diversas disciplinas;
Propor a reescrita (individual ou coletiva) de um texto, inclusive fazendo uso da ortografia e da gramática em situações reais;
Propor leituras de imagens (fotos, gravuras e pinturas), incentivando a busca de respostas para as seguintes perguntas: Qual a natureza desse documento? Quem o produziu? Quando? Com que objetivo? Como chegou até nós? Qual a questão central dele? Que tipo de mensagem o autor quer transmitir? Que avaliação você faz dele? Em sua opinião, existe algo que esteja subtendido nele? Como ele nos permite conhecer o passado? Entre outras;
Selecionar e organizar textos diversos produzidos pelos alunos para uma possível publicação.
A proposta se constitui em duas linhas paralelas: Ciranda dos Livros (processo em anexo) no decorrer de todo o ano letivo e o gênero textual da unidade, priorizando as seguintes etapas.
Poesias: 22/02 a 30/04/2010
Textos epistolares e jornalísticos: 03/05 a 16/07/2010
Fábulas e Contos Populares: 19/07 a 25/09
Contos de Fadas: 27/09 a 19/11/2010
Encerramento do Projeto, culminando com o Palco da Leitura (processo em anexo): novembro
Poesias:
O que se busca neste projeto é debater o trabalho com o texto poético, a partir de propostas didáticas realizadas em sala de aula. Espera-se poder aprofundar a discussão sobre a importância da poesia e mostrar como boas propostas de atividades podem ser extremamente enriquecedoras dos universos letrados de alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, tornando-os não somente ouvintes e apreciadores de poemas, mas também, produtores de poesia, além de despertar o interesse e o gosto pela leitura e pela escrita. É preciso mostrar que a poesia não é só para ler, é para desenhar, recortar, pensar, criar, colorir, brincar, enfim, aprender! Para tanto, deverá ser desenvolvido através de atividades diversificadas, dinâmicas e prazerosas, compreendendo:
• Roda de leitura diária;
• Músicas e paródias;
• Leitura e interpretação de poesias através das diversas metodologias;
• Produção de poesias coletivas e individuais a partir de temas estudados;
• Montagem de varal poético;
• Recital de poesias na própria sala ou em salas vizinhas.
Textos epistolares e jornalísticos:
O bilhete, o convite, a carta, o cartão postal... são instrumentos de comunicação da língua escrita. Aprender a escrever esses textos possibilita ao aluno a descoberta da função social da escrita. Diante disso, vale ressaltar que a produção da leitura e escrita dos mesmos permite aos alunos exercitar a interação verbal, pois propõem como condição, determinar: a quem se escreve, por que se escreve, sobre o que se escreve, como se escreve. Além disso, é importante também o trabalho com o jornal, por ser um portador de diferentes gêneros: textos opinativos, notícias, reportagens, dicas culturais, classificados, entre outros e trazer oportunidades de crescimento para o leitor em seu aprimoramento como cidadão. Hoje, os alunos têm acesso a essa linguagem por diferentes formas, inclusive por meio dos telejornais. O trabalho com a leitura desses textos tem como objetivo conhecer essas linguagens para ter uma visão mais crítica do mundo. Nesse sentido, propõe-se que:
• Solicite aos alunos que procurem, em casa, bilhetes, convites, cartões e cartas e levem-nas para a escola para leitura, análise e discussão;
• Oriente aos alunos a ler e escrever textos epistolares, como: bilhete, convite e cartão postal, apresentando seus elementos (emissor, destinatário e mensagem), cumprindo assim sua finalidade comunicativa;
• Misture as partes de uma carta ou bilhete para que os alunos identifiquem o que está inadequado, estruturando-a para que fique clara;
• Distribua uma carta, faltando um pedaço (parte) e solicitar que completem;
• Oriente os alunos à produção de situações concretas de uso dos textos epistolares:
Construção de um correio na escola entre os colegas ou entre outras turmas;
Escolha de um aluno para ser o carteiro de classe para, regularmente, uma vez por semana, fazer a distribuição;
Reescritas coletivas, em duplas e individuais.
• Construa com os alunos uma ficha de autoavaliação com os elementos que não deve ser esquecido na produção do tipo de texto em estudo;
• Ao trabalhar com cartão-postal o professor deverá apresentar aos alunos vários modelos já preenchidos para que levantem hipóteses, ou seja, percebam que no verso da imagem, o espaço é dividido em duas colunas: a coluna da esquerda é ocupada pela mensagem do remetente e a da direita, com o endereço do destinatário. E que aprendam como preencher esses espaços;
• Organize uma caixa com pequenas notícias para leitura independente dos alunos;
• Oportunize a roda de curiosidades, em que os alunos contam e comentam o que ouviram nos telejornais ou leram em jornais e revistas;
• Trabalhe com os alunos as características do texto jornalístico: o quê? Quem? Quando? Como? Por quê? E levá-los a compreender que a distribuição da informação se dar através de fotos, legendas, mapas, números, tabelas, manchetes, todos os elementos que integram o jornal;
• Organize, junto com os alunos, um jornal-mural ou outro tipo de jornal utilizando notícias locais, da educação, de um acontecimento, de um fato histórico marcante, etc., ampliando a memória da cidade.
Fábulas e Contos Populares:
As fábulas e contos, pelas suas características linguísticas e textuais, mas também por seu conteúdo temático, têm sido apreciadas há muito tempo na literatura universal. Na escola, sua leitura pode oferecer aos alunos, principalmente para aqueles que ainda não dominam a leitura e a escrita, uma interação com o mundo letrado e ficcional de ótima qualidade literária. Neste projeto, discute-se as possibilidades deste trabalho e as riquezas destes textos. Para tanto, sugere que:
• Inicie o trabalho com a leitura de fábulas, como “A cigarra e a formiga” de Jean de La Fontaine. Proponha leituras coletivas e individuais e discussões que envolvam toda a turma. Chame a atenção para algumas características específicas deste gênero textual: presença de animais com características humanas, narração curta, mas com início, meio e fim, uma mensagem ou ensinamento moral como desfecho da história;
• Inicie as aulas por alguns dias com a leitura de uma fábula ou conto, ora trazida por eles, ora pesquisada pela professora. Crie situações de discussão sobre os textos lidos, que podem ser realizadas em grupos ou com toda a turma;
• Apresente aos alunos diferentes versões de uma mesma fábula;
• Reproduza por escrito uma fábula lida pelo (a) professor (a), mantendo a sequência dos fatos;
• Faça uma pesquisa entre os alunos de sua fábula preferida, colocar o resultado numa tabela e depois transformá-la em gráfico. Expor na sala;
• Crie novas fábulas com questões do dia-a-dia e ilustrá-las;
• Ilustrem fábulas e contos populares;
• Trabalhe com texto fatiado;
• Enumere sequências de cenas da história;
• Monte um mural com as fábulas ou contos populares criados ou trabalhados.
Contos de Fadas:
Os contos estão envolvidos no maravilhoso mundo das crianças e partem de uma situação real e concreta, para proporcionar emoções e vivências significativas. Neste gênero aparecem seres encantados e elementos mágicos pertencentes a um mundo imaginário que todas as crianças se encantam. Por meio de linguagem simbólica dos contos, a criança vem a construir uma ponte de significação do mundo exterior para seu mundo interior, aprendendo valores, refletindo sobre suas ações, desenvolvendo seu senso crítico, sua criatividade, sua expressão e linguagem. Assim é proposto:
• Listar os contos de fadas que eles já conhecem;
• Analisar os contos de fadas, observando: estrutura textual (narrativa), temporalidade, linguagem própria diferente do cotidiano, descrição de cenários e personagens, presença do conflito (bem e mal), resolução de conflitos levando a um final feliz, presença de elementos fantásticos (bruxas, fadas, anões, magos, gigantes...) e analisar as características das personagens na história;
• Proporcionar momentos de leitura em roda e reconto de histórias já ouvidas;
• Identificar os valores encontrados nas personagens das histórias.
• Solicitar que as crianças desenhem as histórias à medida que são lidas, para fins de ilustração;
• Propor que as crianças ouçam com atenção a narrativa de contos de fadas (CD);
• Fazer gráficos com as personagens e contos favoritos da turma;
• Desenvolver produção de texto com as características dos contos de fadas e ainda, a partir da técnica “Fábrica de Contos” , bem como produzir fantoches a partir dos textos produzidos para uma dramatização.
• Realizar uma votação na sala a fim de escolher um filme que aborde contos de fadas renovados para assistir em aula, entre opções como: Shrek, Deu a louca na Chapeuzinho, A nova Cinderela ou Encantada. Verificar, anotar e discutir as diferenças e semelhanças entre o conto de fada tradicional e o que é veiculado na obra cinematográfica, elaborando-se um quadro comparativo que ficará exposto no mural.
• Dividir a turma em pequenos grupos e oferecer para cada grupo um conto de fadas clássico (Exemplos: “A Bela e a Fera”, “Pinóquio”, “A Pequena Sereia”, “Alladin”, “Cinderela”, “Chapeuzinho Vermelho”, “Rapunzel”, “Branca de Neve”, “O Pequeno Polegar”). Depois de realizadas as leituras, cada grupo divulga/expõe seu conto para a turma; caso achem interessantes, poderão também apresentá-las em forma de teatro, encenando para as outras turmas da escola.
Obs.: Além dos gêneros indicados, valem outros que tratem de assunto de interesse do momento e das crianças; É importante frisar que a música deve se trabalhada constantemente, assim como os diferentes valores embutidos nos diversos gêneros textuais.
V - RECURSOS
Humanos: Direção, professores, alunos e colaboradores.
Materiais: Aparelho de som, TV e DVD, CDs e DVDs; livros didáticos e paradidáticos; textos mimeografados e/ou xerocados; produções dos alunos; jornais e revistas; documentos escritos e iconográficos (fotos, gravuras e pinturas); fichas/envelopes e papeis diversos: cartolina, madeira, ofício; TNT, tesoura, cola, tinta, pincel, lápis de cor material de sucata (tubos de linha, lã, botões, etc.)
VI – AVALIAÇÃO
A avaliação ocorrerá de forma processual e progressiva, de modo a verificar o desempenho, a participação, o interesse e a aplicação do estudante no cumprimento das atividades, leituras e discussões, além da interação e empenho em seu grupo de trabalho. Serão utilizados diversos instrumentos de avaliação, como: observação, análise conjunta do que se realizou, registros nas fichas de monitoramento, autoavaliação, socialização dos conhecimentos construídos, assim como as habilidades desenvolvidas.
VII- REFERÊNCIAS
MEC. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. MEC/SEF: Brasília, DF, 1997.
MOÇO, Anderson. Gêneros, como usar. In: Revista Nova Escola, Ano XXIV, Nº 224, ago/2009.
VIII – ANEXOS
PROCESSO 01: CIRANDA DE LIVROS
FINALIDADE:
1 - Realizar um trabalho coletivo, onde haja o envolvimento de todos os alunos em sala de aula, incentivando-os ao hábito da leitura e da escrita; 2 - Estimular a integração e participação dos pais na vida escolar dos filhos.
PASSOS:
1 - Através de uma ciranda de livros feita com os alunos na sala, será montada uma espécie de biblioteca;
2 - A professora baseada em conhecimentos obtidos de suas interações com os alunos organiza a lista dos livros e cada um lerá um livro por semana;
3 - Os alunos serão orientados a lê-los, participando do projeto de leitura “Interdisciplinaridade em Ação”.
4 - Na sexta-feira, cada um responderá a uma atividade escrita mediada pela professora ou fará um relato do livro para os colegas e dará sua opinião sobre o mesmo.
5 – A professora, juntamente aos alunos, preencherá a ficha de monitoramento dos livros lidos;
6 – Os alunos deverão trocar de livro semanalmente para que sejam levados para serem também lidos em casa, no final de semana, com a ajuda e participação dos pais ou outro familiar.
PROCESSO 02: PALCO DA LEITURA
FINALIDADE:
1- Desenvolver a prática da leitura em sala de aula e permitir que o aluno tenha mais intimidade com livros e os diversos gêneros textuais; 2 – Dramatizar, ler ou declamar com boa dicção, tonalidade de voz, respeitando a pontuação, a fim de que todos ouçam e entendam a dramatização, a declamação ou o texto lido.
PASSOS:
1. Numa reunião, a equipe de liderança e os professores deverão selecionar o gênero a ser apresentado por cada turma;
2. Escolher os textos com os alunos que possam ser apresentados no PALCO DA LEITURA (os textos devem ser diversificados e não devem ser muito longos).
3. Ensaiar com os alunos a leitura dos textos escolhidos (entonação, postura, dicção, pronúncia das palavras, tom da voz).
4. Estabelecer o dia com os professores em que ocorrerá o PALCO DA LEITURA;
5. Inscrever os alunos para apresentação no palco.
6. Elaborar plano de ação para o evento (3 Q’s), abordando: inscrição, arrumação do palco e do local do evento e apresentação do evento (locução), entre outras ações;
7. Realização do evento.
“Semeia um pensamento e colherás um desejo;
Semeia um desejo e colherás a ação;
Semeia a ação e colherás um hábito;
Semeia o hábito e colherás o caráter”.
Tihamer Toth
O espaço escolar como meio transformador e mediador de conhecimentos, de habilidades e competências, deve se apropriar do seu papel estimulador de leitor e escritor, priorizando a sensibilidade e a imaginação literária, buscando nos diversos textos a expansão dos sentimentos mais nobres e profundos.
O ato de ler é uma atividade complexa que acima de tudo significa refletir, opinar, discutir, compreender, posicionar-se... Enfim, não está em pauta apenas a simples decodificação, mas a apreensão de informações explícitas e implícitas nos textos como construção de conhecimento em diferentes níveis de compreensão, análise e interpretação.
Pensando assim, é que se propõe através do projeto de leitura “Interdisciplinaridade em Ação”, um trabalho conjunto de leitura entre professores, alunos, direção e coordenação pedagógica do Colégio Profª Nice Públio da Silva Leite, oportunizando assim que os alunos vivenciem, de forma dinâmica e prazerosa, as diversas possibilidades de leitura com foco em diferentes gêneros textuais, intensificando o gosto e o interesse pela mesma, além de proporcionar a interdisciplinaridade com as diversas áreas do conhecimento.
Por fim, cabe ainda lembrar que o ato da leitura deve voltar-se para a proposição de que “ser competente no uso da língua significa saber interagir, por meio de textos, em qualquer situação de comunicação” (MEC 1997, p. 53). Assim, o ensino da língua exerce a sua função social, a de ingressar o indivíduo no mundo letrado, construindo seu processo de cidadania e participar da sociedade como ser participante e atuante.
Encontra-se neste projeto ações sistematizadas para a prática pedagógica, cabendo ao professor fazer as modificações necessárias conforme sua criatividade e o nível dos alunos.
II - JUSTIFICATIVA
A escola tem buscado, a cada dia, desempenhar o seu real papel na sociedade, que é de formar cidadãos críticos, conscientes e participativos para enfrentar as dificuldades encontradas no seu cotidiano. Nesse sentido, busca-se desenvolver no educando a capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura e da escrita.
Segundo Monteiro Lobato, “quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê”, portanto, a necessidade da leitura é imprescindível, pois lê-se para viver melhor, para se informar, para inserir na sociedade e se constituir em um leitor eficiente.
Atualmente vive-se a problemática da baixa qualidade no desempenho dos alunos em relação à leitura. Daí uma questão fundamental para que o ensino leve o educando a compreender o texto escrito e, consequentemente, a língua nas suas diversidades buscando nas poesias, nos contos de fadas, ou seja, em diversos gêneros textuais, uma forma prazerosa de despertar o gosto e o prazer pela leitura, uma vez que “é nessa ‘viagem’ de possibilidades que a garotada exercita os tais comportamentos de leitores e escritores” (MOÇO, 2009, p. 52).
No intuito de se tornar as atividades pedagógicas mais significativas para os educandos da Educação Infantil a 4ª série do Ensino Fundamental do Colégio Profª Nice Públio da Silva Leite é que se faz necessário, através da execução deste projeto, propiciar condições para que cada um desenvolva a sua sensibilidade e sua capacidade de ler e produzir textos com criatividade, inserindo-se no mundo da leitura e da escrita, sendo a escola a grande responsável por essa inserção, promovendo assim, a sua participação na sociedade.
Para tanto, este projeto propõe uma metodologia dinâmica, enriquecida, não apenas de conhecimentos programáticos, mas de habilidades e atitudes que deem ao educando formação e informação necessárias às exigências do dia-a-dia. Pois, não se pode mais conceber a fragmentação dos conteúdos isoladamente, mas sim, trabalhar com o conhecimento globalizado e contextualizado enfocado na interdisciplinaridade.
III - OBJETIVOS
Objetivo Geral:
Ampliar e promover atividades que estimulem o hábito e o gosto pela leitura, além do compromisso com o ato de ler, escrever e compreender diferentes tipos de texto.
Objetivos Específicos:
• Desenvolver uma integração entre a Língua Portuguesa e as demais disciplinas;
• Ler e interpretar diversos gêneros textuais;
• Identificar personagens e mensagens principais dos textos;
• Integrar com a diversidade de textos e perceber a utilização de cada um;
• Facilitar a compreensão de fatos históricos;
• Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento;
• Exercitar sua imaginação e fantasia através da leitura de poesias e contos;
• Estimular o senso crítico, a percepção auditiva e a memória musical;
• Expressar-se com ritmo e entonação adequados;
• Produzir textos verbais e não verbais com desenvoltura e sequência lógica.
IV - PROPOSTA METODOLÓGICA
Como ponto de partida para a execução deste projeto, sugere os seguintes passos:
Iniciar com uma sondagem sobre o conhecimento do aluno relacionado aos contos, às poesias, às músicas, às imagens e outras tipologias textuais;
Através de uma conversa informal, questionar o tipo de leitura de que os alunos mais gostam, falando da importância da leitura;
Realizar diferentes dinâmicas para leitura de textos das diversas disciplinas;
Propor a reescrita (individual ou coletiva) de um texto, inclusive fazendo uso da ortografia e da gramática em situações reais;
Propor leituras de imagens (fotos, gravuras e pinturas), incentivando a busca de respostas para as seguintes perguntas: Qual a natureza desse documento? Quem o produziu? Quando? Com que objetivo? Como chegou até nós? Qual a questão central dele? Que tipo de mensagem o autor quer transmitir? Que avaliação você faz dele? Em sua opinião, existe algo que esteja subtendido nele? Como ele nos permite conhecer o passado? Entre outras;
Selecionar e organizar textos diversos produzidos pelos alunos para uma possível publicação.
A proposta se constitui em duas linhas paralelas: Ciranda dos Livros (processo em anexo) no decorrer de todo o ano letivo e o gênero textual da unidade, priorizando as seguintes etapas.
Poesias: 22/02 a 30/04/2010
Textos epistolares e jornalísticos: 03/05 a 16/07/2010
Fábulas e Contos Populares: 19/07 a 25/09
Contos de Fadas: 27/09 a 19/11/2010
Encerramento do Projeto, culminando com o Palco da Leitura (processo em anexo): novembro
Poesias:
O que se busca neste projeto é debater o trabalho com o texto poético, a partir de propostas didáticas realizadas em sala de aula. Espera-se poder aprofundar a discussão sobre a importância da poesia e mostrar como boas propostas de atividades podem ser extremamente enriquecedoras dos universos letrados de alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, tornando-os não somente ouvintes e apreciadores de poemas, mas também, produtores de poesia, além de despertar o interesse e o gosto pela leitura e pela escrita. É preciso mostrar que a poesia não é só para ler, é para desenhar, recortar, pensar, criar, colorir, brincar, enfim, aprender! Para tanto, deverá ser desenvolvido através de atividades diversificadas, dinâmicas e prazerosas, compreendendo:
• Roda de leitura diária;
• Músicas e paródias;
• Leitura e interpretação de poesias através das diversas metodologias;
• Produção de poesias coletivas e individuais a partir de temas estudados;
• Montagem de varal poético;
• Recital de poesias na própria sala ou em salas vizinhas.
Textos epistolares e jornalísticos:
O bilhete, o convite, a carta, o cartão postal... são instrumentos de comunicação da língua escrita. Aprender a escrever esses textos possibilita ao aluno a descoberta da função social da escrita. Diante disso, vale ressaltar que a produção da leitura e escrita dos mesmos permite aos alunos exercitar a interação verbal, pois propõem como condição, determinar: a quem se escreve, por que se escreve, sobre o que se escreve, como se escreve. Além disso, é importante também o trabalho com o jornal, por ser um portador de diferentes gêneros: textos opinativos, notícias, reportagens, dicas culturais, classificados, entre outros e trazer oportunidades de crescimento para o leitor em seu aprimoramento como cidadão. Hoje, os alunos têm acesso a essa linguagem por diferentes formas, inclusive por meio dos telejornais. O trabalho com a leitura desses textos tem como objetivo conhecer essas linguagens para ter uma visão mais crítica do mundo. Nesse sentido, propõe-se que:
• Solicite aos alunos que procurem, em casa, bilhetes, convites, cartões e cartas e levem-nas para a escola para leitura, análise e discussão;
• Oriente aos alunos a ler e escrever textos epistolares, como: bilhete, convite e cartão postal, apresentando seus elementos (emissor, destinatário e mensagem), cumprindo assim sua finalidade comunicativa;
• Misture as partes de uma carta ou bilhete para que os alunos identifiquem o que está inadequado, estruturando-a para que fique clara;
• Distribua uma carta, faltando um pedaço (parte) e solicitar que completem;
• Oriente os alunos à produção de situações concretas de uso dos textos epistolares:
Construção de um correio na escola entre os colegas ou entre outras turmas;
Escolha de um aluno para ser o carteiro de classe para, regularmente, uma vez por semana, fazer a distribuição;
Reescritas coletivas, em duplas e individuais.
• Construa com os alunos uma ficha de autoavaliação com os elementos que não deve ser esquecido na produção do tipo de texto em estudo;
• Ao trabalhar com cartão-postal o professor deverá apresentar aos alunos vários modelos já preenchidos para que levantem hipóteses, ou seja, percebam que no verso da imagem, o espaço é dividido em duas colunas: a coluna da esquerda é ocupada pela mensagem do remetente e a da direita, com o endereço do destinatário. E que aprendam como preencher esses espaços;
• Organize uma caixa com pequenas notícias para leitura independente dos alunos;
• Oportunize a roda de curiosidades, em que os alunos contam e comentam o que ouviram nos telejornais ou leram em jornais e revistas;
• Trabalhe com os alunos as características do texto jornalístico: o quê? Quem? Quando? Como? Por quê? E levá-los a compreender que a distribuição da informação se dar através de fotos, legendas, mapas, números, tabelas, manchetes, todos os elementos que integram o jornal;
• Organize, junto com os alunos, um jornal-mural ou outro tipo de jornal utilizando notícias locais, da educação, de um acontecimento, de um fato histórico marcante, etc., ampliando a memória da cidade.
Fábulas e Contos Populares:
As fábulas e contos, pelas suas características linguísticas e textuais, mas também por seu conteúdo temático, têm sido apreciadas há muito tempo na literatura universal. Na escola, sua leitura pode oferecer aos alunos, principalmente para aqueles que ainda não dominam a leitura e a escrita, uma interação com o mundo letrado e ficcional de ótima qualidade literária. Neste projeto, discute-se as possibilidades deste trabalho e as riquezas destes textos. Para tanto, sugere que:
• Inicie o trabalho com a leitura de fábulas, como “A cigarra e a formiga” de Jean de La Fontaine. Proponha leituras coletivas e individuais e discussões que envolvam toda a turma. Chame a atenção para algumas características específicas deste gênero textual: presença de animais com características humanas, narração curta, mas com início, meio e fim, uma mensagem ou ensinamento moral como desfecho da história;
• Inicie as aulas por alguns dias com a leitura de uma fábula ou conto, ora trazida por eles, ora pesquisada pela professora. Crie situações de discussão sobre os textos lidos, que podem ser realizadas em grupos ou com toda a turma;
• Apresente aos alunos diferentes versões de uma mesma fábula;
• Reproduza por escrito uma fábula lida pelo (a) professor (a), mantendo a sequência dos fatos;
• Faça uma pesquisa entre os alunos de sua fábula preferida, colocar o resultado numa tabela e depois transformá-la em gráfico. Expor na sala;
• Crie novas fábulas com questões do dia-a-dia e ilustrá-las;
• Ilustrem fábulas e contos populares;
• Trabalhe com texto fatiado;
• Enumere sequências de cenas da história;
• Monte um mural com as fábulas ou contos populares criados ou trabalhados.
Contos de Fadas:
Os contos estão envolvidos no maravilhoso mundo das crianças e partem de uma situação real e concreta, para proporcionar emoções e vivências significativas. Neste gênero aparecem seres encantados e elementos mágicos pertencentes a um mundo imaginário que todas as crianças se encantam. Por meio de linguagem simbólica dos contos, a criança vem a construir uma ponte de significação do mundo exterior para seu mundo interior, aprendendo valores, refletindo sobre suas ações, desenvolvendo seu senso crítico, sua criatividade, sua expressão e linguagem. Assim é proposto:
• Listar os contos de fadas que eles já conhecem;
• Analisar os contos de fadas, observando: estrutura textual (narrativa), temporalidade, linguagem própria diferente do cotidiano, descrição de cenários e personagens, presença do conflito (bem e mal), resolução de conflitos levando a um final feliz, presença de elementos fantásticos (bruxas, fadas, anões, magos, gigantes...) e analisar as características das personagens na história;
• Proporcionar momentos de leitura em roda e reconto de histórias já ouvidas;
• Identificar os valores encontrados nas personagens das histórias.
• Solicitar que as crianças desenhem as histórias à medida que são lidas, para fins de ilustração;
• Propor que as crianças ouçam com atenção a narrativa de contos de fadas (CD);
• Fazer gráficos com as personagens e contos favoritos da turma;
• Desenvolver produção de texto com as características dos contos de fadas e ainda, a partir da técnica “Fábrica de Contos” , bem como produzir fantoches a partir dos textos produzidos para uma dramatização.
• Realizar uma votação na sala a fim de escolher um filme que aborde contos de fadas renovados para assistir em aula, entre opções como: Shrek, Deu a louca na Chapeuzinho, A nova Cinderela ou Encantada. Verificar, anotar e discutir as diferenças e semelhanças entre o conto de fada tradicional e o que é veiculado na obra cinematográfica, elaborando-se um quadro comparativo que ficará exposto no mural.
• Dividir a turma em pequenos grupos e oferecer para cada grupo um conto de fadas clássico (Exemplos: “A Bela e a Fera”, “Pinóquio”, “A Pequena Sereia”, “Alladin”, “Cinderela”, “Chapeuzinho Vermelho”, “Rapunzel”, “Branca de Neve”, “O Pequeno Polegar”). Depois de realizadas as leituras, cada grupo divulga/expõe seu conto para a turma; caso achem interessantes, poderão também apresentá-las em forma de teatro, encenando para as outras turmas da escola.
Obs.: Além dos gêneros indicados, valem outros que tratem de assunto de interesse do momento e das crianças; É importante frisar que a música deve se trabalhada constantemente, assim como os diferentes valores embutidos nos diversos gêneros textuais.
V - RECURSOS
Humanos: Direção, professores, alunos e colaboradores.
Materiais: Aparelho de som, TV e DVD, CDs e DVDs; livros didáticos e paradidáticos; textos mimeografados e/ou xerocados; produções dos alunos; jornais e revistas; documentos escritos e iconográficos (fotos, gravuras e pinturas); fichas/envelopes e papeis diversos: cartolina, madeira, ofício; TNT, tesoura, cola, tinta, pincel, lápis de cor material de sucata (tubos de linha, lã, botões, etc.)
VI – AVALIAÇÃO
A avaliação ocorrerá de forma processual e progressiva, de modo a verificar o desempenho, a participação, o interesse e a aplicação do estudante no cumprimento das atividades, leituras e discussões, além da interação e empenho em seu grupo de trabalho. Serão utilizados diversos instrumentos de avaliação, como: observação, análise conjunta do que se realizou, registros nas fichas de monitoramento, autoavaliação, socialização dos conhecimentos construídos, assim como as habilidades desenvolvidas.
VII- REFERÊNCIAS
MEC. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. MEC/SEF: Brasília, DF, 1997.
MOÇO, Anderson. Gêneros, como usar. In: Revista Nova Escola, Ano XXIV, Nº 224, ago/2009.
VIII – ANEXOS
PROCESSO 01: CIRANDA DE LIVROS
FINALIDADE:
1 - Realizar um trabalho coletivo, onde haja o envolvimento de todos os alunos em sala de aula, incentivando-os ao hábito da leitura e da escrita; 2 - Estimular a integração e participação dos pais na vida escolar dos filhos.
PASSOS:
1 - Através de uma ciranda de livros feita com os alunos na sala, será montada uma espécie de biblioteca;
2 - A professora baseada em conhecimentos obtidos de suas interações com os alunos organiza a lista dos livros e cada um lerá um livro por semana;
3 - Os alunos serão orientados a lê-los, participando do projeto de leitura “Interdisciplinaridade em Ação”.
4 - Na sexta-feira, cada um responderá a uma atividade escrita mediada pela professora ou fará um relato do livro para os colegas e dará sua opinião sobre o mesmo.
5 – A professora, juntamente aos alunos, preencherá a ficha de monitoramento dos livros lidos;
6 – Os alunos deverão trocar de livro semanalmente para que sejam levados para serem também lidos em casa, no final de semana, com a ajuda e participação dos pais ou outro familiar.
PROCESSO 02: PALCO DA LEITURA
FINALIDADE:
1- Desenvolver a prática da leitura em sala de aula e permitir que o aluno tenha mais intimidade com livros e os diversos gêneros textuais; 2 – Dramatizar, ler ou declamar com boa dicção, tonalidade de voz, respeitando a pontuação, a fim de que todos ouçam e entendam a dramatização, a declamação ou o texto lido.
PASSOS:
1. Numa reunião, a equipe de liderança e os professores deverão selecionar o gênero a ser apresentado por cada turma;
2. Escolher os textos com os alunos que possam ser apresentados no PALCO DA LEITURA (os textos devem ser diversificados e não devem ser muito longos).
3. Ensaiar com os alunos a leitura dos textos escolhidos (entonação, postura, dicção, pronúncia das palavras, tom da voz).
4. Estabelecer o dia com os professores em que ocorrerá o PALCO DA LEITURA;
5. Inscrever os alunos para apresentação no palco.
6. Elaborar plano de ação para o evento (3 Q’s), abordando: inscrição, arrumação do palco e do local do evento e apresentação do evento (locução), entre outras ações;
7. Realização do evento.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Temas relevantes discutidos no Curso de Formação de Professores em Tecnologias de Informação e Comunicação Acessíveis( UFRGS)
Explorando navegadores
A necessidade de comunicar é inerente ao ser humano, atuando como catalisadora do desenvolvimento de tecnologias cada vez mais poderosas que promovem sistemas de comunicação mais amplos. E a educação, dependendo tão fortemente da comunicação, termina sendo profundamente influenciada e transformada nesse incessante afluxo tecnológico.
A escola já não é mais a única referência para a transmissão do conhecimento. Na era da informática, os educandos trazem para as salas de aulas suas novidades pesquisadas na internet, impondo ao educador a necessidade de conhecer e entender o funcionamento dessas novas tecnologias e de utilizar como eficientes coadjuvantes pedagógicos. Surgem, assim, novas formas de fazer educação.
Assim, cabe então, o papel do educador de mediar e direcionar o educando ao aprendizado. Isto exigirá do professor permanente atualização. E, mediante aos programas gratuitos de computador, especialmente criados para a pesquisa, chamados navegadores, e com as inúmeras possibilidades de sites é que se faz necessário delimitar o objeto a ser pesquisado.
Para realizar a atividade proposta, utilizei o Google, pelo fato de já ser o site de busca que utilizo normalmente e também por considerá-lo um ótimo site, que localiza na rede as informações desejadas.
Achei bem interessante essa atividade porque tinha o mínimo de conhecimento sobre essa forma de busca, detendo-me apenas ao uso da aspas como forma de viabilizar a busca.
Iniciei a pesquisa utilizando as dicas propostas na atividade e ao seguir as dicas, o número de páginas foi reduzindo, facilitando a busca. Primeiro digitei “educação”, número de páginas -16.800.000; em seguida digitei: “informática na educação”, com aproximadamente 1.050.000; depois “informática na educação + especial”, com 356.000 páginas e finalmente “informática na educação + especial – software” e o número foi ainda menor, com 190.000 páginas.
Testando com outras palavras como “tecnologia”, “tecnologia na educação”, “tecnologia na educação + assistiva” e “ tecnologia na educação + assistiva – DosVox” notei que o número de resultados reduzia a cada combinação das “dicas” de pesquisa e vi que a última foi a que teve um número de páginas passível de ser visualizado. Partindo desse entendimento, é que faz-se necessário que o professor saiba mediar a busca de informações dos educandos através dessa poderosa ferramenta de busca.
O USO DA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA - CAA
A fala é a forma mais utilizada pelas pessoas para se comunicarem. Porém, muitas pessoas são incapazes de se comunicarem através dela por várias razões, seja, por um acidente, por uma doença ou por um problema na sua formação. Independente da causa, a pessoa vive uma situação limitada, inclusive para as pessoas com as quais convive. E, por se tratar de pessoas incapazes de falar ou de casos em que a fala não é suficiente para preencher as funções comunicativas, necessita de um modo de comunicação não-oral como complemento ou substituto da fala.
Através da tecnologia assistiva, surge a Comunicação Aumentativa e Alternativa - CAA como um instrumento de fundamental importância que veio proporcionar a essas pessoas mais independência nas situações comunicativas, ampliando sua interação na família, na escola, no trabalho e na comunidade em geral.
Os elementos que fazem parte dos sistemas de CAA são recursos que apoiam como complemento ou substituto os modos de comunicação existentes,entre eles podemos citar os objetos reais, as miniaturas, os objetos parciais, as fotografias e os símbolos gráficos, bem como os de alta tecnologia. Para tanto, para fazermos uso desses recursos é preciso estarmos atentos se os mesmos estão de acordo com as habilidades físicas e cognitivas e se estão inseridos no contexto comunicativo do aluno.
Feita a proposta do estudo da CAA, achei muito interessante, pois apesar de termos um aluno que necessita do recurso (prancha) pouco uso faz, precisando assim de incentivo, uma vez que demonstra ter vergonha de usá-la. Vejo assim que precisamos criar formas de incentivá-lo a usar sem nenhum constrangimento, oferecendo-lhe oportunidades de interagir com os outros.
Ao concluir, posso dizer que a CAA é uma área de extrema relevância, mas é preciso que todas as pessoas (que utilizam ou que convivem com) saibam utilizar e aproveitem esses recursos de comunicação em todos momentos, aptando-se às necessidades do aluno. Assim, implementamos esses recursos, atendendo as necessidades especiais, tornando-as assim pessoas verdadeiramente inclusas na sociedade.
Particularmente posso afirmar, que senti certa “dificuldade” em desenvolver tal atividade por ser usuária da fala e a ação não ser simultânea aos meus pensamentos, sendo perceptível a dificuldade que algumas pessoas têm em adaptar-se ao uso de tais recursos.
A necessidade de comunicar é inerente ao ser humano, atuando como catalisadora do desenvolvimento de tecnologias cada vez mais poderosas que promovem sistemas de comunicação mais amplos. E a educação, dependendo tão fortemente da comunicação, termina sendo profundamente influenciada e transformada nesse incessante afluxo tecnológico.
A escola já não é mais a única referência para a transmissão do conhecimento. Na era da informática, os educandos trazem para as salas de aulas suas novidades pesquisadas na internet, impondo ao educador a necessidade de conhecer e entender o funcionamento dessas novas tecnologias e de utilizar como eficientes coadjuvantes pedagógicos. Surgem, assim, novas formas de fazer educação.
Assim, cabe então, o papel do educador de mediar e direcionar o educando ao aprendizado. Isto exigirá do professor permanente atualização. E, mediante aos programas gratuitos de computador, especialmente criados para a pesquisa, chamados navegadores, e com as inúmeras possibilidades de sites é que se faz necessário delimitar o objeto a ser pesquisado.
Para realizar a atividade proposta, utilizei o Google, pelo fato de já ser o site de busca que utilizo normalmente e também por considerá-lo um ótimo site, que localiza na rede as informações desejadas.
Achei bem interessante essa atividade porque tinha o mínimo de conhecimento sobre essa forma de busca, detendo-me apenas ao uso da aspas como forma de viabilizar a busca.
Iniciei a pesquisa utilizando as dicas propostas na atividade e ao seguir as dicas, o número de páginas foi reduzindo, facilitando a busca. Primeiro digitei “educação”, número de páginas -16.800.000; em seguida digitei: “informática na educação”, com aproximadamente 1.050.000; depois “informática na educação + especial”, com 356.000 páginas e finalmente “informática na educação + especial – software” e o número foi ainda menor, com 190.000 páginas.
Testando com outras palavras como “tecnologia”, “tecnologia na educação”, “tecnologia na educação + assistiva” e “ tecnologia na educação + assistiva – DosVox” notei que o número de resultados reduzia a cada combinação das “dicas” de pesquisa e vi que a última foi a que teve um número de páginas passível de ser visualizado. Partindo desse entendimento, é que faz-se necessário que o professor saiba mediar a busca de informações dos educandos através dessa poderosa ferramenta de busca.
O USO DA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA - CAA
A fala é a forma mais utilizada pelas pessoas para se comunicarem. Porém, muitas pessoas são incapazes de se comunicarem através dela por várias razões, seja, por um acidente, por uma doença ou por um problema na sua formação. Independente da causa, a pessoa vive uma situação limitada, inclusive para as pessoas com as quais convive. E, por se tratar de pessoas incapazes de falar ou de casos em que a fala não é suficiente para preencher as funções comunicativas, necessita de um modo de comunicação não-oral como complemento ou substituto da fala.
Através da tecnologia assistiva, surge a Comunicação Aumentativa e Alternativa - CAA como um instrumento de fundamental importância que veio proporcionar a essas pessoas mais independência nas situações comunicativas, ampliando sua interação na família, na escola, no trabalho e na comunidade em geral.
Os elementos que fazem parte dos sistemas de CAA são recursos que apoiam como complemento ou substituto os modos de comunicação existentes,entre eles podemos citar os objetos reais, as miniaturas, os objetos parciais, as fotografias e os símbolos gráficos, bem como os de alta tecnologia. Para tanto, para fazermos uso desses recursos é preciso estarmos atentos se os mesmos estão de acordo com as habilidades físicas e cognitivas e se estão inseridos no contexto comunicativo do aluno.
Feita a proposta do estudo da CAA, achei muito interessante, pois apesar de termos um aluno que necessita do recurso (prancha) pouco uso faz, precisando assim de incentivo, uma vez que demonstra ter vergonha de usá-la. Vejo assim que precisamos criar formas de incentivá-lo a usar sem nenhum constrangimento, oferecendo-lhe oportunidades de interagir com os outros.
Ao concluir, posso dizer que a CAA é uma área de extrema relevância, mas é preciso que todas as pessoas (que utilizam ou que convivem com) saibam utilizar e aproveitem esses recursos de comunicação em todos momentos, aptando-se às necessidades do aluno. Assim, implementamos esses recursos, atendendo as necessidades especiais, tornando-as assim pessoas verdadeiramente inclusas na sociedade.
Particularmente posso afirmar, que senti certa “dificuldade” em desenvolver tal atividade por ser usuária da fala e a ação não ser simultânea aos meus pensamentos, sendo perceptível a dificuldade que algumas pessoas têm em adaptar-se ao uso de tais recursos.
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